A Cruz, Nossa Esperança

112. O Senhor Jesus amou e deu sua vida por nós. Poucos de nós seremos chamados a morrer como ele morreu. Contudo, todos devemos dar nossas vidas com ele e por ele. Se formos fiéis ao Evangelhos, teremos que tomar dia a dia nossa cruz e segui-lo.

113. Basílio Moreau tinha sempre a cruz dos olhos. Spes Única foi a divisa que deixou para a sua Congregação. A Cruz será “Nossa Esperança”.

114. Jesus passou pelo sofrimento e pela morte que o pecado inflige. Acolheu os tormentos, mas nos devolveu em troca a alegria. Nós, a quem ele mandou servir em meio ao mesmo pecado e sofrimento, devemos saber que haveremos de encontrar por um lado a cruz e por outro a esperança que ela promete. O rosto de todo homem que sofre é para nós a face de Jesus que subiu à cruz para extirpar o aguilhão da morte. A nossa cruz e a nossa esperança devem ser semelhante à sua esperança.

115. Lutar pela justiça e só encontrar obstinação, congregação os que perderam a esperança, estar junto dos que sofrem e que não temos condição de aliviar, proclamar o Senhor aos que têm pouca fé e que não querem ouvir falar dele... esse ministério nos lembrará vivamente o sofrimento o sofrimento de Jesus por nós.

116. Desgastar-nos e deixar desgastar pelas necessidades do próximo, estar disponível e alegre como um amigo em Santa Cruz, dar testemunho enquanto outros hesitam, manter-nos fiéis ao dever quando este se faz e fastio... a comunidade também pode levar-nos para muito perto do Calvário.

117. Tratamento injusto, cansaço e a frustação no trabalho, problemas de saúde, tarefa acima das forças, temporadas solidão, aridez na oração, o distanciamento dos amigos, enfim, ou então a tristeza de termos infligido tais sofrimento a outros... haverá mortes em nosso caminho para o Pai.

118. Mas nós não nos lamentamos como homens que não têm esperança, porque o Cristo Senhor ressuscitou para nunca mais morrer. Acolher-nos no ministério e na graça da sua vida que jorra da sua morte. Se nós, com ele, encontrarmos e aceitarmos o sofrimento seguindo os seus passos, avançaremos em sintonia com os outros que sofrem. Deveremos ser portadores de esperança. Não há humilhação que ele não possa reverter, não há humilhação que ele não possa apaziguar, nenhuma rotina que não possa transfigurar. Tudo é tragado pela vitória. Ele não tem outra coisa a oferecer senão dons. A nós resta apenas descobrir de que maneira até a cruz pode ser carregada como um dom.

119. A ressurreição para nos é um evento diário. Assistimos a morte tranquila de muitos. Testemunhos reconciliações magníficas; presenciamos o perdão daqueles que abusam do irmão; vemos corações abatidos e abatidos levantarem-se para uma vida transformada; ouvimos com a consciência de todos uma igreja; maravilhamo-nos com a insurreição da justiça. Sabemos que marchamos às primeiras luzes da páscoa e isso nos faz desejar a sua plenitude.

120. Lá estava, ao pé da cruz de Jesus, Maria sua mãe, que provou do sofrimento e foi a Senhora das Dores. É ela a nossa principal padroeira, Ela que, embora Sofrendo além do que era capaz de entender, jamais recuou. Aos seus numerosos filhos e filhas, cuja devoção os faz sempre e ela retornar, Maria sempre tem muito a dizer a respeito dessa cruz e dessa esperança de todos os dias.

121. Se bebermos o cálice que nos é oferecido, nós seus servidores, não seremos melhores que o mestre. Mas se fugirmos da cruz, perderemos também a esperança. E na fidelidade que um dia juramos que haveremos de encontrar igualmente asseguradas a morte e a ressurreição.

122. Os passos daqueles que nos chamaram para a caminhada em sua companhia deixam marcas profundas como as deixa atrás de si quem carrega fardos pesados. Mas ao invés se se arrastarem, eles caminharem com valentia. Porque tinha esperança.

123. É o Senhor que nos chama. “vem e segue-me”.