Autoridade e responsabilidade

80. A comunidade não poderá existir entre nós se a nossa vida comunitária e a nossa missão não forem objeto de troca de experiências e de decisões que contribuam para nossa unidade pensamento, de sentimento e  de ação. Enquanto pessoas comprometidas com á obediência, é necessária a nossa contribuição nas deliberações e nas tomadas de decisões e, mais do que isso, mister sermos coerentes com elas.

81. Devemos, cada um de nós, cuidar que nossas vidas estejam conforme ao Evangelho e que nosso apostolado se harmonizem com a missão de Cristo. Nos Capítulos, como conselheiros ou como indivíduos, devemos a nossos irmãos a fraqueza e o respeito quando discutimos sobre decisões que deverão ser tomadas e que dizem respeito a todos. O Espírito pode escolher a qualquer um de nós para anunciar aquelas verdades que todos precisamos ouvir. E o nosso próprio voto de obediência que nos obriga a todos de assumir aquela responsabilidade que nos cabe em vista do bem comum.

82. A autoridade é um ministério entre nós e para nós. Dela são revestidos os nossos superiores que agem em conformidade com as nossas constituições  e estatutos. Eles facilitam o dialogo e a ele se abrem todos os membros, preside o debate em busca de um consenso, se for possível, e finalmente fazem com que  as decisões, que a todos afetam, sejam tomadas. Que aja por iniciativa própria ou após consulta ou com devido consentimento de outros, um superior deve sempre tomar aquela decisão que melhor possa sustentar a sua consciência.

83. O primeiro dever do superior é de proclamar o Evangelho aos seus irmãos e de ser no meio deles um testemunho daquilo que proclama. Ele deve manter-nos atentos aos apelos do Senhor e levar-nos à resposta individual e comunitária. Deve também interpelar-nos a cumprir os nosso compromisso como religiosos dea Congregação de  Santa Cruz.

84. O superior deve presidir. Cada membro é responsável pelo bem comum, mas cabe ao superior chamar a nossa atenção pessoal para o senso da responsabilidade comunitária. Ele soma a nossa s contribuições às dos outros para o bem de nossa vida e da missão que partilhamos

85. O superior é também o pastor que se preocupa-se com o bem –estar físico e espiritual  de cada um dos membros. Temos o direito de esperar dele o empenho, gratidão, correção atenção e tudo de que tivermos necessidade. Com tato e prudência, ele cuida do bem-estar integral de cada pessoa bem de como de toda comunidade.

86. Compete ao superior provincial, de acordo com as normas estabelecidas pelo capítulo provincial, erigir uma comunidade local. Essas normas deverão levar em conta as necessidades da caixa comum, da mesa comum e da oração comunitária.

87. As casas são erigidas pelo provincial, com o consentimento do bispo diocesano, e podem ser suprimida pelo superior geral após consulta ao bispo. As residências podem ser suprimida pelo provincial.

88. A comunidade local está sob a autoridade do superior ou, se a comunidade não preenche os requisitos de uma casa religiosa, de um diretor. Eles são apontados pelo provincial, após consulta da comunidade local, e devem estar sob votos perpétuos há um ano pelo ao menos. Os superiores são nomeados por um termos de três anos e uma recondução além de um segundo termo consecutivo requer o consentimento do superior geral. Os diretores exercem a sua autoridade como delegado do provincial e em seu nome é são nomeados por termos variáveis, mas, de ordinário por não mais do que seis anos consecutivos.

89. O superior ou o diretor são por um conselho local , cuja função é dar-lhe assessoria ou o devido consentimento. Nas comunidades maiores o conselho compõe-se de pelo ao menos de três membros. Os conselheiros servem em termos coextensivos aos do superior e podem ser eleitos para mandatos consecutivos. Os conselheiros são membros de votos perpétuos. Em casos excepcionais um membro de votos temporários pode ser nomeados, mas não eleito, conselheiro, contudo não pode ser nunca nem assistente superior, nem assistente diretor. Nas casa onde houver membros de ambas sociedades numa proporção razoável, cada uma sociedade  deverá contar com pelo menos um membro do Conselho.

90. Distrito é um setor de uma província fora de seus limites geográficos, porem sob sua jurisdição. É erigido pelo capítulo provincial, com a provação do superior geral. Tem a necessidade autônima para levar avante sua vida comunitária  e seu apostolado e é governada por estatutos estabelecido pelo capítulo provincial.

91. O superior  de distrito é eleito ou nomeado, de acordo com as normas do distrito, para um mandato de três anos, renovável consecutivamente por mais  do que duas vezes. Deve pelo menos três anos de profissão perpétua. . E assistido  por um conselho de pelo ao menos  três membros. Se uma sociedade for menos numerosa que a outra, mas se os seus membros formarem uma parte substancial  do distrito, cada uma das sociedades deverá ser representada por pelo menos  um membro no conselho

92. Vice- província é um setor da congregação que detém quase toda as condições requerida para tornar-se província. Erige-se  e governa-se exatamente como província, com exceção de que o capítulo geral pode impor restrições a sua autonomia. Aplicam-se ás províncias as estruturas de governo e de estatutos relativos ás províncias, a menos que o capítulo geral tenha estabelecido disposições em contrário. O vice –provincial é um superior maior com direito e deveres do provincial, exceto onde houver restrições.

93. Província é o setor da congregação  que detém o mais alto grau de autonomia. E erigida pelo capítulo geral e está sob a autoridade um provincial. Compõe-se de um certo numero de casas religiosas e de membros, dispõe de fontes financeiras de sustentação suficiente para manter  e desenvolver o apostolado, a promoção vocacional, a formação e a vida comunitária. No exercício da autonomia em relação á vida comunitária e a sua participação na missão da congregação, uma província , todavia atua dependentemente do superior geral e em colaboração com outras províncias.

94. As províncias são homogêneas ou mistas, isto é, composta de membros de uma só sociedade, padres ou irmãos ou de ambas sociedades.

95. O capítulo provincial detém a mais  alta autoridade da província, devendo e decidir  sobre as questões mais importantes do bem comum. A menos que em circunstância particulares o superior geral tenha permitido um modo alternativo de constitui-lo, o capítulo compõe-se de capitulares ex officio; o provincial que reside, o assistente provincial eleitos, os superiores de distrito, os conselhos provinciais eleitos, e , salvo se o capítulo provincial anterior tiver decidido de modo diferente, os conselheiros provinciais nomeados; e de capitulares eleitos pelos membros do que os capitulares eleitos devem ser em maior número do que os capitulares ex officio. Nas províncias mistas são eleitos pelas e nas duas sociedades, na proporção do número de membros da província com nas respectivas sociedades.

96. O capítulo provincial reúne-se ordinariamente a cada três anos. Analisa a situação da vida comunitária e da missão na província, determina as grandes orientações do futuro, elege os encarregados oficiais e os delegados dentro da sua competência , erige e supervisiona o desenvolvimento dos distritos. Para a validade dos seus atos exige-se a presença de dois capitulares.

97. O provincial, que tem autoridade pessoal sobre todos os membros e casas, guia e governa a província. E eleito pelos dois terços dos votos do capítulo provincial ou por método alternativo tal como previsto nos estatutos. O superior geral confirma por escrito a eleição. Elege-se para um período de seis anos. Se por acaso desejar renunciar, terá que consultar, em primeiro lugar, os seus conselheiros e posterioridade submeter sua renúncia ao superior geral. Vagando o cargo de provincial, o assistente fará as vezes do superior provincial. O superior geral nomeia o provincial até o próximo capítulo provincial.

98. O conselho provincial compõe-se de pelo menos quatro membros, dois deles eleitos pelo capítulo provincial. Após receber as recomendações  do superior provincial, o superior geral nomeia os outros conselheiros e designa o assistente, o secretário, bem como a ordem dos conselheiro quiser renunciar, deverá antes consultar o provincial e em seguida sua renúncia ao superior geral.

99. É o capítulo geral que detém a mais alta autoridade na congregação, deve discernir e decidir sobre as questões mais importantes do bem comum e também regular entre as sociedades
E as províncias. Nele são capitulares ex officio o superior geral que preside, os conselheiros gerais, os superiores províncias e vicê-provinciais. O número de capitulares eleitos é maior do que o de capitulares e de acordo com a paridade, de tal modo que as sociedades são representadas por um número igual de capitulares, excluindo-se o superior geral. O superior geral reúne-se e vota com ambas as sociedades quando elas atuam em separado.

100. O capítulo geral reúne-se ordinariamente a cada seis ano. Analisa a situação da nossa vida comunitária e missão, promove e preserva as tradições da congregação, revê e emenda os estatutos, baixa decretos, recomendações e declarações, elege o superior geral e os assistentes gerais, erige, divide ou suprime províncias. Para a validade dos seus atos exige-se a presença de dois terços capitulares.

101. O superior geral, que tem autoridade pessoal sobre todos as províncias, casas e membros, guia, e governa a congregação. E eleitos pelo capítulo geral por dois terços dos votos. É eleito para um mandato de seis anos ou até o seguinte capítulo geral extraordinário, podendo ser reeleito por mais um mandato consecutivo. Deve ser um sacerdote, professo perpétuo há mais de dez anos. Vagando o cargo, o primeiro assistente convoca um capítulo geral dentro de um ano. Neste ínterim, ele atua como superior geral. O primeiro assistente presbítero atuará quando as ordens sagradas forem necessárias.

102. Caso o superior geral se sinta obrigado a renunciar ao seu ofício, deverá consultar os assistentes gerais e, então, apresentar sua renúncia à Santa Sé, a menos que um capítulo geral extraordinário esteja em sessão naquele momento. Somente a Santa Sé, a menos que um capítulo geral extraordinário esteja em sessão naquele momento. Somente a Sé pode depor o superior geral.

103. O superior geral é assistido de um conselho geral, cujos quatro membros são eleitos no capítulo geral, sendo eleitos dois em cada sociedade e pelas respectivas sociedades. Todos servem com mandato coextensivo ao do superior geral. Os assistentes preenchem alternadamente sempre um dos religiosos que não pertence à sociedade do superior geral. O secretário geral e o ecônomo geral são nomeados pelo superior geral e atuam sobe a sua responsabilidade.

104. O Conselho da Congregação é um corpo consecutivo cujos membros são o superior geral, que preside e convoca as reuniões, os seus assistentes, os superiores provinciais e vice-provincias e, seus assistentes, segundo o previsto nos estatutos, os superiores de distrito. Outras pessoas poderão ser convocadas a participar. Cabe ao conselho zelar pela caminhada da congregação e da sua missão. Oferece também ao superior geral ampla assessoria na sua tarefa de unificar o planejamento da congregação e, de especial, no que tange a novas obras ou fundação internacionais.

105. Todo membro da Congregação que tiver votos perpétuos ou temporários há pelo menos  quatro anos, tem voz ativa, ou seja, o direito de votar numa eleição. O capítulo provincial poderá conceder igualmente a outros membros voz ativa integral ou parcial.

106. Conforme o superior nas Constituições ou nos Estatutos todo membro da Congregação que for professo perpétuo tem voz passiva, ou seja, o direito de ser eleito para um cargo.

107. Quando o superior provincial for um irmão, todos os atos de governo que exijam ordenação ou jurisdição eclesiástica serão praticados pelo seu primeiro conselheiro presbítero ou serão referidos ao superior geral.

108. A Congregação, nos níveis de administração geral, de província, de vice província, de distrito, de comunidade local, tem o direito e a capacidade de adquirir, de possuir, de administrar e de alienar bens matérias. Esses bens em conformidade com as normas dos estatutos, dos decretos capitulares, do direito canônico e civil e segundo a autoridade respectativa dos superiores maiores. Esta propriedade é administrada levando-se em conta voto de pobreza e se comprometeram com a justiça social para com os pobres.

109. Se um membro quiser desligar-se da Congregação, de modo temporário ou permanente, ou se a Congregação, ou se a Congregação julgar necessário desligar um membro, observam-se as normas do direito canônico. Os que as normas do Direito Canônico.

110. Somente o capítulo geral com a maioria absoluta dos votos pode modificar os estatutos. As constituições só poderão ser modificadas quando as mudanças forem votadas por dois terços dos votos no capítulo geral e aprovada pelo Santa Sé.

111. Todos os membros da congregação deverão ratificar e concretizar a sua fidelidade ao Senhor e á sua fraternidade em Santa Cruz observando estas constituições numa obediência sincera e total.